Encontros no #sextou

08.11.2022

Desde o começo de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde declarou que enfrentávamos uma pandemia de Covid-19, o trabalho remoto tornou-se realidade para muita gente. E parece que o home office veio para ficar.

Na Webcore, o trabalho híbrido já era prática comum, com os membros da equipe alternando o trabalho presencial com o remoto ao longo da semana. Então, quando vieram as restrições impostas pela pandemia, não tivemos dúvida: o trabalho remoto se oficializou e foi adotado por toda a equipe em tempo integral.

Foram necessárias adaptações técnicas para que todos pudessem desempenhar suas funções fora do escritório, mas logo entendemos que havia também oportunidades a serem exploradas a partir dessa mudança, como, por exemplo, a possibilidade de ter pessoas de outros estados e países integrando nosso quadro. Percebemos que, mesmo quando a pandemia acabasse, continuaríamos apostando nesse modelo de trabalho.

Com o tempo, porém, vieram os desafios. Sem a convivência cotidiana e com a maior distância física entre as pessoas, surgiram questões sobre a integração e a unidade da equipe. Passamos a sentir falta dos momentos reais de troca no escritório, como o café com bolo durante a tarde, os jogos de tabuleiro, as comemorações de aniversário ou as conversas descontraídas entre uma tarefa e outra. Além disso, tornou-se comum que pessoas trabalhassem juntas sem nunca terem se conhecido pessoalmente.

Foi assim, pensando numa maneira de reaproximar a equipe, que criamos o #sextou: um encontro semanal realizado às sextas-feiras, ao final do dia, via Google Meet. Durante a pandemia, os encontros virtuais passaram a fazer parte da rotina das pessoas, com as mais diversas finalidades – de trabalho a lazer. Nesse contexto, o #sextou funcionou super bem e contou com a participação e a curiosidade de todos, que aproveitavam para trocar ideias e conhecer melhor os colegas.

Mas, aos poucos, os encontros foram se tornando menos produtivos. Nem sempre as pessoas estavam dispostas a participar, fosse por acharem que não tinham o que compartilhar naquele dia ou por estarem ocupadas com prazos, entregas e assuntos pessoais. E então surgiu um novo desafio: como fazer com que o #sextou voltasse a ser relevante?

A maneira que encontramos de estimular a participação foi convidar membros da equipe para falar voluntariamente sobre temas que julgassem importantes. Tivemos, por exemplo, o Anderson Araújo, programador, falando sobre o movimento LGBTQIA+, e a Camila Malaman, sócia e produtora da Webcore, falando sobre direitos das mulheres.

Deu certo: ver os colegas abordando temas que normalmente não aparecem no ambiente de trabalho foi estimulante e com isso entendemos que também seria interessante abrir espaço para que pessoas de fora pudessem trazer temas ainda mais diversificados, que fossem capazes de despertar a curiosidade, ampliar os conhecimentos ou inovar as práticas cotidianas da equipe.

Esses encontros com palestrantes convidados, que os participantes acabaram apelidando de #palestrou, acontecem uma vez por mês, aproximadamente. Percebemos que essa pequena mudança de escopo tinha sido positiva quando as pessoas voltaram a participar com mais disposição. Entre os temas do #palestrou, tivemos: “Humor nos tempos da pós-ironia”, por Bruno Maron, “Charles Darwin e o maior trabalho do mundo”, por Sofia Nestrovski, “Finanças comportamentais”, por Natalia Boffino e “Saúde mental”, por Eric Bispo e Alexandre Lopes. Nas outras sextas-feiras, o #sextou segue acontecendo em seu formato original e as pessoas ficam à vontade para decidir se querem ou não participar do encontro.

A ideia é continuar recebendo convidados, sempre buscando colocar em pauta assuntos que despertem a curiosidade e a criatividade, sem deixar de lado a necessidade de, vez ou outra, repensar e adaptar a dinâmica dos encontros, para que não deixem de ser relevantes e continuem estimulando a comunicação interna, gerando maior unidade e integração da equipe como um todo.

Aqui na Webcore acreditamos que essa iniciativa segue rendendo bons frutos e, ao compartilhar nossa história, esperamos que o modelo possa servir de inspiração para outras empresas que lidam com os desafios constantes de integrar seu pessoal nesse cenário que vem se configurando ao longo dos últimos anos, com o trabalho remoto desempenhando um dos papéis principais.